Continuamos rodando e foi então que percebi que não tinha escapatória. Sempre haveria alguma coisa que precisava ser feita, senão te riscavam do mapa. Era duro reconhecer, mas fiz questão de anotar, perguntando-me se algum dia encontraria um meio de me livrar daquilo.
Charles Bukowski.  (via carencias)
Quando eu escrevo eu sinto algo dentro de mim se derramar feito fumaça de gelo seco, enquanto eu derramo-me sobre as linhas finas do papel, sinto-me mais leve, é como se cada palavra carregasse um sentimento, uma dor ou um riso. Enquanto eu escrevo o mundo some ao meu redor e sou só eu, eu mesma e o barulho leve da caneta deslizando sobre a folha. Sempre apreciei mais uma carta do que uma discussão, vai ver porque os dedos não podem dar nós como dão minha garganta sempre que tento expressar em palavras engasgadas o que escrevo tão facilmente. Se ler cada estrofe daquilo tudo que escrevo encontrara minha mais pura verdade, mas se entender as entrelinhas então vera minha alma e desvendará meu ser.
Thaís Augusto  (via manuscritto)
Me chamavam de frio, irônico, vazio, monstro, fraco, estúpido, imprestável, me definiam da pior forma… Diziam muito sobre mim, mas mal me conheciam. Mal sabiam que eu sou um garoto indefeso, ingênuo e com medo de viver sozinho. No entanto, não conseguiam notar que só queria ser amado, ter carinho e alguém por perto.
Jô Costa.    (via manuscritto)
Eu não preciso de muita coisa. Para ser sincera, ultimamente só preciso de um abraço bem forte, daqueles que protege, que te faz sentir segura.
Fernanda Gomes.  (via sufferian)
Nunca pensei que teria essa capacidade de amar de um jeito tranquilo. Eu achava que o amor é aquilo que te deixa acelerado, estupefato, insone, maluco. Me perdoe a ignorância, mas eu não sabia. Eu não sabia até conhecer você, até construirmos a nossa vida juntos. O amor é um sofá cama confortável em que podemos sentar ao fim de cada dia e compartilhar pequenas conversas, pequenos risos, pequenos pedaços da vida. O amor é uma sacada aberta onde o sol aquece e o vento seca. O amor é olho no olho, é mentira apagada com borracha, é sonho que tem continuação e vontade que nunca cessa. O amor é o erro reconhecido, é o perdão concedido, é a verdade crua. O amor é saber ser. O amor é querer estar. E permanecer apesar do vendaval, dos buracos fundos, do que dizem.
Clarissa Corrêa.  (via gramaticas)
A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: “não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
José Saramago.  (via distanciarei)
A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: “não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
José Saramago.  (via distanciarei)